18 de jun. de 2011

"A vida como ela é", mas não por Nelson Rodrigues.

Quino, o cartunista argentino autor da Mafalda, representa muito bem a nossa sociedade atual, desvinculada de valores morais e adepta ao materialismo ferrenho, ele expõe de forma simples, mas visivelmente contundente "A vida como ela é".

15 de jun. de 2011

Mil Poemas a Pablo Neruda, por Alfred Asís

Recebi hoje, 15 de junho de 2011, um e-mail de nosso querido amigo e poeta, Alfred Asís, de Isla Negra no Chile. Muito alegremente, ele nos conta do prazer de ter finalizado mais uma obra em homenagem à Neruda, intitulado: "Mil Poemas a Pablo Neruda", uma grandiosidade esplêndida, e, somente, quem tem amor à poesia e ao poeta do povo pode falar da incrível experiência por que passou Alfred. Como ele mesmo discorre: "foi uma tarefa árdua que todos vocês são os protagonistas. Esta família é composta de Literatura amor e amizade incondicional, "Trabalho de poetas" que nos levam para um mundo melhor". Eu, sinceramente, não tenho palavras para descrever o amor, o comprometimento e o carinho de Alfred por Neruda. O que me resta é agradecê-lo pela oportunidade de fazer parte dessa homenagem única ao nosso poeta do povo, com o meu singelo poema "Isla Negra de Neruda". Integrar-me aos 36 países participantes dessa grande obra internacional, é como dizem por aí: não tem preço.

E é com imensa satisfação que convido a todos os poetas e amantes da Literatura que participem do lançamento dessa obra magnífica, que se realizará dia 09 de julho de 2011, às 20h00, no Centro Cultural "Camilo Mori", Chile.



Explore mais, clique no título dessa matéria.



Isla Negra de Neruda, poesia que participou do mural de exposições em frente à casa de Neruda, em 2010, no Chile, em homenagem aos seus 106 anos. Posteriormente, participou também da Obra Internacional "Mil Poemas a Pablo Neruda", por Alfred Asis, poeta del mundo, lançado em julho de 2011, no Centro Cultural 'Camilo Mori'.



Isla Negra de Neruda
(Luciana Tannus)



Pensar em Isla Negra é recordar Neruda
Tua casa, tuas tardes, teus encantos
Um papel e uma pena, algumas palavras e tudo se cria
Ensaios em vila para um “Canto Geral”

Vagões em madeira viajam no tempo em busca do pai
E neles há de todas as coisas do mundo: obras de arte, quadros,
gravuras, fotos, búzios, garrafas, mapas....
Fazendo-se de tua casa uma eterna aventura, ele brincava de noite e de dia
Assim ele dizia...

Neruda ainda se faz presente em bela vista para o pacífico
Sentado num banco de areia, ele observa o mar
De olhos fixos no horizonte
Ele deslumbra a liberdade em silêncio

Enquanto que, em tua casa, medusa se encontra na sala de estar
Na companhia do grande chefe Comanche
Ao ritmo de Marinera, eles choram a ausência de Pablo, vazios de si mesmos

Mas será medusa uma alusão ao cabelo emaranhado de Matilde Urrutia?
Sabe-se lá, os pensamentos do poeta do povo e do amor
Que em tempos difíceis de ditadura
“A tua única arma era a poesia”.




Leia abaixo a carta de agradecimento de Alfred Asís a todos os poetas participantes da obra.





Carta de agradecimiento:


Queridos Poetas y Poetisas
La misión está cumplida
Los “MIL POEMAS A PABLO NERUDA” se han completado a las 5:30 hrs. de la
madrugada del 11 de Junio.
Ha sido una ardua tarea en la que todos ustedes son los verdaderos protagonistas.
Esta familia Literaria se compone de amor y amistad incondicional para las
“TAREAS DE POETAS” que nos llevan hacia un mundo mejor.
Es impresionante como han podido plasmar en las mas diversas figuras
gramaticales y Literarias el amor hacia un semejante, hacia un iluminado
como “Pablo Neruda”
Muchos no creyeron en el éxito de la convocatoria, yo, nunca dudé de
la capacidad de ustedes, a muchos les conocía y sabía de la grandeza
de vuestros espíritus e imaginaba que los nuevos por conocer serían iguales,
y, no me he equivocado, son seres humanos maravillosos.
A las 5: 30 de la madrugada, después de estar la última semana trabajando
a full, hasta altas horas de la noche, se derramó mi caudal de lágrimas por
la alegría de otra etapa cumplida, por tener mas que amar en mi vida. Porque
es mentira que los hombres no lloran, las emociones cuando son verdaderas
y nacen del alma, son vertientes cálidas que humedecen nuestros ojos y
caen por nuestras mejillas como el caudal emocional que por esta vez,
es de alegría.
Son muchos los que no participaron, algunos pedían magazzines, grandes
artículos, prensa y lumbres antes del logro, les digo a ellos, que la humildad
es parte de la esencia universal de nuestros comportamientos, que nos lleva
a ser solidarios sin condición alguna y sobre todo muestra los valores que
son tan necesarios en esta convulsionada sociedad.

Le pedí a varios consagrados que fueran parte de esta obra, los que no contestaron;
espero que cuando ustedes estén en la cúspide recuerden estas instancias y sean solidarios con vuestros semejantes.
Y para aquellos que ya están consagrados y aceptaron este desafío, les digo:
¡GRANDES DEL MUNDO!
Ustedes son los grandes de espíritu que hacen las cosas desde el corazón y no, por obligación.

Son los que acompañan a los Poetas emergentes para entregarles herramientas
para el desarrollo de sus letras. Por eso los Niños Poetas de Isla Negra, están
integrados a esta obra, porque los ven a ustedes como sus hermanos mayores
que les guían por caminos de Paz y armonía dándoles las posibilidades de
cumplir sus sueños que les harán grandes el día de mañana.
Tengo muchas cosas que decirles, pero ya saben del amor que inunda mi alma,
es para todos ustedes.

Abrazos
Alfred Asís

18 de mai. de 2011

O Ministério da Educação e Cultura adverte: escrever errado é correto.

Não sei se é "Por uma vida melhor" ou pior, mas o livro didático adotado pelo Ministério da Educação e Cultura causou muita indignação na sociedade brasileira desde que começou a ser distribuído em algumas escolas públicas do país. O livro se refere à concordância inadequada do verbo - como no exemplo a seguir: ”Os livro ilustrado mais interessante estão emprestado”, porém o interlocutor deve tomar cuidado para não sofrer preconceito linguistico,advertem.



(Luciana Tannus)




Interprete melhor essa questão sob o ponto de vista de Clovis Rossi:

17/05/2011

às 18:18 \ Direto ao Ponto

Clovis Rossi

www.veja.com.br

A indignação dos brasileiros sensatos detém a ofensiva dos professores de ignorância



“Por que, em educação, todo mundo acha que conhece os assuntos e pode falar com propriedade? “, irritou-se a professora Heloísa Ramos. “Esse assunto é complexo, é para especialistas”. Segundo a autora de “Por uma vida melhor”, um linguista tem o direito de ensinar que falar errado está certo sem que ninguém tente defender o idioma e os estudantes. Feito o preâmbulo, Heloísa baixou o decreto: “Eu não admito mais que alguém escreva que nosso livro ensina a falar errado ou que não se dedica a ensinar a norma culta”.

Tão infeliz quanto a já famosa ”Os livro ilustrado mais interessante estão emprestado”, abre-alas do desfile de absurdos patrocinado pelo Ministério da Educação, a frase foi pulverizada por quem trata o português com o carinho que lhe negam os demagogos da linguística. Três exemplos:

Merval Pereira, colunista de O Globo: “A pretexto de defender a fala popular como alternativa válida à norma culta do português, o Ministério da Educação está estimulando os alunos brasileiros a cultivarem seus erros, que terão efeito direto na sua vida na sociedade e nos resultados de exames, nacionais e internacionais, que avaliam a situação de aprendizado dos alunos, debilitando mais ainda a competitividade do país”.

Marcos Vilaça, presidente da Academia Brasileira de Letras: “Discordo completamente do entendimento que os professores que fizeram esse trabalho têm. Uma coisa é compreender a evolução da língua, que é um organismo vivo, a outra é validar erros grosseiros. É uma atitude de concessão demagógica. É como ensinar tabuada errada. Quatro vezes três é sempre 12, na periferia ou no palácio”.

Clóvis Rossi, colunista da Folha de S. Paulo: “Os autores do crime linguístico aprovado pelo MEC usam um argumento delinquencial para dar licença para o assassinato da língua: dizem que quem usa ‘os livro’ precisa ficar atento porque ‘corre o risco de ser vítima de preconceito linguístico’. Absurdo total. Não se trata de preconceito linguístico. Trata-se, pura e simplesmente, de respeitar normas que custaram anos de evolução para que as pessoas pudessem se comunicar de uma maneira que umas entendam perfeitamente as outras (…) Que os professores prefiram a preguiça ao ensino, já é péssimo. Que o MEC os premie, é crime”.

Suponha-se que um ex-aluno de Heloísa Ramos resolva dispensar a norma culta na defesa oral de uma tese de doutorado. Suponha-se que faça parte da banca examinadora algum sacerdote da seita que acredita que na linguagem popular, como nos piores bordéis, tudo é permitido ─ as regras só valem para a linguagem escrita. Suponha-se que o expositor decida começar a apresentação saudando os integrante da mesa e os professor presente. Como reagiria o linguista do povo? Com aplausos e gritos de “bravo!”? Ou com um pedido antecipado de desculpas ao candidato a doutor condenado à reprovação?

Indiferente a exemplos do gênero, surdo ao coro dos sensatos, o MEC comunicou que não pretende recolher os exemplares distribuídos a 485 mil estudantes, jovens e adultos, pelo Programa Nacional do Livro Didático. A escolha das obras é feita por professores universitários, esclareceu um dos porta-vozes do subitamente silencioso Fernando Haddad. “Por uma vida melhor”, por exemplo, teve o aval de um grupo de docentes da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. É preciso respeitar o endosso da junta de acadêmicos.

O MEC vai acabar mudando de ideia por força de ações judiciais, previne a procuradora Janice Ascari, do Ministério Público Federal. Aturdida com o que leu, Janice mandou um recado em bom português aos editores e autores: “Vocês estão cometendo um crime contra os jovens, prestando um desserviço à educação e desperdiçando dinheiro público com material que emburrece em vez de instruir”. Os livro pode ser emprestado a quem os autor quiser. Mas os brasileiros que mantêm o juízo e cada plural em seu lugar não vão admitir o triunfo dos professores de ignorância.