30 de jun de 2010

Poesia de Luciana Tannus em Isla Negra, no Chile, em homenagem aos 106 anos de nascimento de Pablo Neruda

Pablo Neruda está mais vivo do que nunca e para provar que o “Poeta do povo e do amor”, assim, o era considerado, está presente em nossos corações, o profissional das artes, Alfred Assis, reuniu 120 poetas de 30 países que terão a honra de prestar uma belíssima homenagem a Neruda.

Será exibido em Isla Negra, na Casa de Arte do poeta Alfred Assis, que mora em frente à casa de Pablo Neruda, um mural de poesias em comemoração aos 106 anos de nascimento de nosso querido “Pablito”.

Além dessa demonstração de amor e carinho pela passagem de seus 106 anos de história e saudades, será publicado um livro de antologia em vários países e idiomas que viajará o mundo, representando todos os poetas que fizeram parte desse mural de poesias em exposição, a partir do dia 03 de julho de 2010.

É com enorme satisfação e alegria que faço parte desse trabalho organizado por Alfred, que é “Membro da Sociedade de Escritores do Chile”, “Cônsul da Isla Negra e Litoral de los Poetas” além de Poetas Del Mundo.

Estou muito emocionada e agradeço a oportunidade ao Alfred por ter contribuído com os meus versos que estarão em companhia de Pablo Neruda em Isla Negra, em poder de seu fascínio, de seu amor e de uma vida muito rica e interessante que foi a do poeta.

Agradeço também a minha participação à poetisa, Clevane Pessoa, que gentilmente me convidou a celebrar com ela a vida desse homem excêntrico e apaixonante.


*Cartaz cedido gentilmente pelo poeta Alfred Assis.

Acesse: http://www.ciberexplora.cl/nerupoerecibido.htm - e veja o meu nome na lista dos participantes que contribuem com trabalhos em homenagem a Pablo Neruda no Chile.


Poema que participa da exposição:


*Isla Negra de Neruda

Pensar em Isla Negra é recordar Neruda
Tua casa, tuas tardes, teus encantos
Um papel e uma pena, algumas palavras e tudo se cria
Ensaios em vila para um “Canto Geral”



Vagões em madeira viajam no tempo em busca do pai
E neles há de todas as coisas do mundo: obras de arte, quadros,
Gravuras, fotos, búzios, garrafas, mapas...
Fazendo-se de tua casa uma eterna aventura, ele brincava de noite e de dia
Assim ele dizia...



Neruda ainda se faz presente em bela vista para o pacífico
Sentado num banco de areia, ele observa o mar
De olhos fixos no horizonte
Ele deslumbra a liberdade em silêncio



Enquanto que, em sua casa, medusa se encontra na sala de estar
Na companhia do grande chefe Comanche
Ao ritmo de Marinera, eles choram a ausência de Pablo, vazios de si mesmos



Mas será medusa uma alusão ao cabelo emaranhado de Matilde Urrutia?
Sabe-se lá, os pensamentos do poeta do povo e do amor
Que em tempos difíceis de ditadura
“A sua única arma, era a poesia”.



*(Poesia de Luciana Tannus – Aracaju/SE – Brasil – Participação na Exposição de poesias na Casa de Arte de Alfred Assis em Isla Negra, no Chile, em homenagem aos 106 anos de Pablo Neruda).
Programama da Exposição da Casa de Arte de Alfred Assis:
*Programação cedida gentilmente pelo poeta Alfred Assis.

Conheça um pouquinho sobre a vida do “Poeta do povo e do amor, Pablo Neruda”.

“Pablo Neruda nasceu em Parral, em 12 de julho de 1904, como Ricardo Eliécer Neftalí Reyes Basoalto. Era filho de José del Carmen Reyes Morales, um operário ferroviário, e de Rosa Basoalto Opazo, professora primária, morta quando Neruda tinha apenas um mês de vida. Ainda adolescente adotou o pseudônimo de Pablo Neruda (inspirado no escritor checo Jan Neruda), que utilizaria durante toda a vida, tornando-se seu nome legal, após ação de modificação do nome civil”.

O poeta possuía três casas no Chile: Isla Negra, Valparaíso e La Chascona, esta localizada na base do Cerro San Cristóbal, na zona central que envolve o jardim zoológico da Capital, e foi assim batizada por Pablo Neruda numa alusão a Matilde – sua segunda esposa. Chasca é uma palavra da Língua Quechua muito popular no Chile, que significa “Cabelo emaranhado”, sendo esta a raiz da ligação com a sua mulher.

Mas a casa favorita de Pablo Neruda sempre foi à de Isla Negra, que não é uma ilha, e se situa acerca de 120 km de Santiago do Chile.

“Dividida em três partes, a residência virou atração turística. Foi transformada em um museu que conta a história do poeta. Tudo é original, desde a mesa de jantar até os aposentos. As obras de Neruda ficam na terceira parte da casa juntamente com uma coleção de 100 mil livros de vários escritores”.

E foi em Isla Negra que o poeta pôde dedicar-se à escrita de “Canto Geral”, uma obra marcante de Neruda, ao qual, ele mesmo dissera: "A costa selvagem da Isla Negra, com o tumultuoso movimento oceânico, permitia entregar-me com paixão ao desígnio de escrever o meu novo Canto".

*Quer saber mais? Clique sobre o título desta matéria.

*Fontes e fotos pesquisadas:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Pablo_Neruda
http://www.mundoportugues.org/http://www.tripadvisor.com.br/

2 comentários:

Fanzine Episódio Cultural disse...

COM VOCÊ...

Com você a solidão não existe
A tristeza se transforma em alegria
O vazio parte para sempre
Dando lugar a sua presença
A eternidade se transforma em segundos...
Nunca mais serei prisioneiro,
Tampouco escravo do silêncio...

bjos românticos

*Agamenon Troyan

Graça Campos http://gracacampos.blogspot.com/ disse...

Olá, Luciana!

Que maravilha sua homenagem ao poeta Neruda.
Parabéns, querida! Também sou admiradora desse grande poeta.

Muita luz e paz para você e continue brilhando!
Beijos,

Graça Campos