13 de out de 2012

Dia das.... Hoje é dia de quê mesmo?!


Crédito de imagem: http://www.get7.com.br
 
Engraçado, ontem ouvi de meu marido - dia 12 de outubro, que certo colega lhe disse que não tinha ainda comprado brinquedos para seus filhos na tão badalada e esperada data em que se comemora o dia das crianças. O meu marido percebeu certa frustração na carinha daquele pai e ficou intrigado com aquilo. Ao chegar à nossa casa, comentou comigo a ocasião e se sentiu indignado pelo sofrimento do colega. Foi então que percebemos como tais datas não carregam em si a essência da celebração, mas a avidez dos comerciantes à beira de um ataque de nervos pelo dinheiro alheio. Há tantas formas de se fazer uma criança feliz no seu “dia”: leve-a para passear no parque, tomar um sorvete, fazer um piquenique, jogar uma partida de futebol, brincar de esconde-esconde... Aproveite para conhecê-la melhor, unam-se aos seus filhos de maneira saudável. Aproveitem as horas ao lado deles lendo uma estória, comendo pipoca, algodão doce, chupando um pirulito... Ah! Mas a de ser mais fácil comprar um presentinho, um paliativo para amenizar a culpa pela falta de tempo que os pais não têm para com seus filhos. É menos vergonhoso se endividar a explicar que no momento não tem condições de assumir uma nova prestação. É mais fácil se safar da “obrigação” que para mim soa melhor “prazer” de estar com os filhos, dando-lhes um brinquedinho que os distrairá por algum tempo, deixando os pais mais à vontade para correrem para as suas atividades e projetos pessoais. Depois, assistem aos noticiários de adolescentes marginalizados, criminosos e se indignam de estes terem cometido um crime bárbaro; mas se esquecem de que os filhos  foram confiscados do direito aos princípios morais, ao amor, a atenção... Será mesmo que os pais estavam "presentes" nas datas comemorativas? Ou o presente chegou primeiro que os pais? Certamente. Será que é necessário provar ao filho um amor que lhe é incondicional, comprando-lhe uma baboseira qualquer em uma data específica? Gostar e aferir um sentimento a alguém agora têm datas certas para isso?! Essas datas de que nada tem a ver com o celebrar em essência têm sido um suplício constante na vida das pessoas. Vivemos na era do TER, TER e TER. Ter de dar uma lembrancinha no dia dos pais, das mães, dos avós, dos amigos... TER de TER dinheiro para satisfazer o ego daqueles que esperam ser reconhecidos em “seu dia”! Acho que poucos se lembraram do dia 12 de outubro de Nossa Senhora da Aparecida, Padroeira do Brasil. Não sou católica, mas me lembrei da comemoração litúrgica, lembrei-me da essência. E o melhor de tudo, não tive que agradar a ninguém.
  • Texto de autoria: Luciana Tannus de Andrade

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